19/07/2011

Aborto

Vocês já notaram que quando um bebê é desejado a mãe já curte o bebê já o chama de filho desde o começo? E que quando a mulher não quer o bebê ela o considera apenas um feto? Algo que pode ser descartado. Tudo nessa vida é o ponto de vista. As questões mudam de figura de acordo com cada olhar. Cada ser humano é um conjunto de corpo, alma e mente. Nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus "espiritualmente falando" nossas almas são gotículas de água que fazem parte do imenso oceano. O corpo é somente o casulo da borboleta. Quando morremos, na verdade apenas o corpo morre e volta ao pó. O espírito é imortal. O corpo que é matéria morre e o espírito continua vivendo só que no mundo espiritual. Quando uma mulher engravida já existe um espírito que vai nascer usando o corpo que está se desenvolvendo no corpo da futura mamãe. Quando uma mulher faz um aborto ela abre mão de receber aquele espírito no ambiente familiar que faria parte da vida dela, que aprenderia com ela, que a amaria e a ensinaria também como é doce ser mãe, como o amor filial é importante pras mães, ela aprenderia a amar incondicionalmente, isso não tem preço. O nosso bebê é de nossa inteira responsabilidade mesmo antes de nascer. Devemos nos alimentar bem, tomar vitaminas, nos exercitar. Após o nascimento é nosso dever, protegê-lo, alimentá-lo e principalmente AMÁ-LO. Temos o dever moral de cuidar dele, de ensinar-lhe tudo que nós já sabemos, de ensinar que existe lá em cima o Papai do Céu que também vai protegê-lo de todo o mal. Se a mulher tem discernimento para ter um relacionamento sexual ela também deve arcar com as consequência desse ato. Se ela não quiser de jeito nenhum esse bebê, faça como nos Estados Unidos, dê o bebê após o nascimento para adoção. Não mate o bebê por que você não o quer. Ele não pediu pra nascer. Informação SUPER ÚTIL: Toda mulher que acaba de dar à luz tem o DIREITO de dar seu filho pra adoção ali na maternidade, basta assinar um termo abrindo mão do bebê em favor de outras mães que estão na fila de espera aguardando a chance de segurar um bebê nos braços e chamar de seu. Isso é inteiramente legal "na forma da lei". Ilegal, desumano, indigno, cruel, egoísta é arrancar o bebê do próprio corpo (através de uma clínica de aborto) onde ele se sente seguro, protegido, onde ele se alimenta, se desenvolve e em seguida jogá-lo na lata do lixo. Ou mesmo deixá-lo se desenvolver, crescer e no dia do parto atirá-lo num córrego, no lixo, ou deixá-lo pra morrer numa sacola plástica no frio da madrugada. Todos os animais cuidam das crias. O ser humano tido como racional muitas vezes pensa somente em si mesmo. Falta amor. Vocês já pararam pra pensar no por que muitas mulheres são estéreis?
Com relação ao estupro, sem dúvidas é uma das piores violências. Forçar outra pessoa a te dar prazer é o cúmulo do egoísmo. O trauma é inevitável. No entanto, mesmo no estupro o bebê não tem culpa de nada. Por isso, mesmo se fosse comigo eu teria o bebê. Se não conseguisse nem pensar na idéia de vê-lo, se não o quisesse em hipótese nenhuma, eu o daria pra adoção. Sei de histórias de violência sexual em que a mãe resolveu ter o bebê e depois pretendia doá-lo pra adoção, mas não teve coragem. Assim que pousou seus olhos no pequenino, não quis mais se ver livre dele. E o amou como se as circunstâncias do seu concebimento tivessem sido as mais normais possíveis. 
Como eu disse anteriormente se somos eternos por que viveríamos apenas uma vez. Num Universo Infinito, com vários Planetas capazes de serem habitados por que teria vida apenas na Terra? Jesus disse:"A casa de meu Pai tem muitas moradas". Deus que movimenta, transforma, modifica incessantemente todas as coisas não desperdiçaria o tempo nem o lugar. Se demoramos a vida inteira pra aprender tantas coisas e mesmo assim não morremos perfeitos uma vida de + ou - 70 anos não é o suficiente para nos purificar. São necessárias várias vidas pra fazer com que nos tornemos melhores. A educação, o amor, o exemplo pode nos orientar, mas as mães e pais que tem mais de um filho sabem que cada um nasce com sua personalidade pronta. Mesmo dando a mesma educação para os dois ou mais filhos, cada um é único. Por que uns nascem ricos e outros pobres? Por que uns nascem saudáveis e outros doentes? Por que uns vivem muito e outros morrem cedo? A resposta está nas vidas anteriores. Está no que cada um escolheu fazer. Está no modo como você tratou seu semelhante e como tratou a si mesmo. Ramatis diz que pra sabermos do que usamos e abusamos nas vidas passadas, devemos enumerar numa folha de papel tudo o que nos faz falta hoje. Quem desdenha do pobre, um dia pobre será. Quem abusa da saúde fumando demais, amanhã poderá nascer com problemas respiratórios como asma, renite, etc. Quem abusa da bebida poderá no futuro nascer com problemas no fígado. E assim por diante. Temos o livre arbítrio, mas devemos pagar pelas consequências dos nossos atos. Sabe aquela máxima "se não for pelo amor vai ser pela dor"? É assim que funciona. Já ouviram a expressão sofrer na própria carne? Como somos espíritos cheios de orgulho não aprendemos com o exemplo, as vezes mesmo sofrendo na própria pele temos dificuldade em sermos brandos, dóceis, humildes. Na cartilha de Jesus devemos ser humildes e puros como as crianças. Sinceros, verdadeiros, bondosos. Você pode achar que é o dono do mundo, mas na verdade é escravo de si mesmo. Aqueles que precisam de poucas coisas pra serem felizes estão no caminho certo.
História tirada de um blog espírita: Aborto não realizado


A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura.
Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens.
A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...
Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de “resolver”, a debilitaram ainda mais.
Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.
Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.
Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.
À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho, viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.
Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.
Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável “Obrigado”.
Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.
Desistiu do aborto.
Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...
Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve emocionada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:
“... Agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o Espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.”
E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:
“Obrigado!”
Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo Obrigado, doce e agradável, de um sonho, há 23 anos...

* * *

A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e proteção.
Perde a oportunidade de dar à luz um Espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afeto.
Se você mulher, está passando pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.
Permita-se sentir, daqui alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.
Conceda-se a alegria de, daqui alguns anos, ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da Terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer:
Obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse Mundo negado a tantos filhos de Deus.

* * *

Pense nisso!
Todos nós voltaremos a nascer um dia...
Se continuarmos negando oportunidades de reencarnação aos Espíritos com os quais nos comprometemos antes do berço, talvez estejamos negando a nós mesmos a chance de uma mãe ou pai, no futuro.
Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita, com base em história publicada no Jornal Caridade, de maio/junho 1997.

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